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Quando a PSIQUÊ pede cuidado

Foto do escritor: Christina Guedes
Christina Guedes
22 de set.
2 min de leitura

O burnout diz:

“Esqueci que também precisava viver.”

 

Quando viver vira apenas cumprir tarefas...

Você já teve a sensação de estar com o botão do automático ligado?

Os dias começam e terminam quase da mesma maneira.


Você acorda.

Cumpre compromissos.

Responde mensagens.

Resolve problemas.

Cuida da casa, da família, do trabalho.

E, quando a noite chega, ainda existe alguma coisa para revisar, organizar ou terminar.


A agenda vai ficando cheia.

O tempo para si vai ficando pequeno.

E, aos poucos, o cansaço deixa de ser apenas físico.


Saúde Mental
Saúde Mental

O descanso já não recupera.

Os finais de semana passam rápido.

As férias parecem não ser suficientes.

E aquilo que antes despertava entusiasmo começa a perder espaço.

Até que surge uma pergunta silenciosa:

“Será que é só isso?”


Vivemos em uma sociedade que valoriza quem produz, entrega e está sempre disponível.

Sem perceber, podemos começar a acreditar que descansar é perder tempo e que nosso valor está diretamente relacionado ao quanto conseguimos realizar.


Mas existe uma diferença entre estar ocupado e estar vivendo.

Na Psicanálise, compreendemos que o excesso de fazer, também pode ser uma forma de nos afastarmos do próprio sentir.

Quando deixamos de reconhecer nossos limites, o corpo e a mente encontram outras maneiras de sinalizar que algo precisa de cuidado.


Em alguns casos, esse esgotamento persistente pode estar relacionado ao burnout, especialmente quando o trabalho se torna fonte contínua de exaustão e passa a afetar diferentes dimensões da vida.


A natureza nos lembra que nenhuma terra permanece fértil quando é continuamente exigida sem tempo para se recuperar.

Nós também precisamos de pausas.

Precisamos de tempo para respirar, descansar, desejar, criar e simplesmente estar.


Produtividade pode construir uma carreira, mas não necessariamente dá sentido à vida.

Cuidar da saúde mental não significa abandonar responsabilidades.

Significa lembrar que, antes de todas elas, existe uma pessoa.

Uma pessoa que também precisa viver.


A Psicanálise oferece um espaço de escuta para compreender quando o fazer ocupou o lugar do sentir e possibilitar que novos sentidos e escolhas possam surgir.

Porque toda história pode encontrar novos caminhos quando existe espaço para ser escutada.


Uma pergunta para você

O que a sua PSIQUÊ está tentando lhe contar hoje?

Talvez a resposta não apareça imediatamente.

Mas a psique nunca deixa de falar.

O que muda é a forma como escolhemos escutá-la.


Se este texto fez sentido para alguém que você ama, compartilhe. Às vezes, reconhecer um sofrimento é o primeiro passo para cuidar dele.


Christina Guedes

Psicanalista

 

Psicóloga Clínica
Psicóloga Clínica

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